2º Domingo da Quaresma – A Transfiguração do Senhor

Para que não desanimemos, Jesus revela-nos antecipadamente a glória da sua ressurreição.

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O tempo da quaresma nos convida ao deserto. Entre as muitas graças que encontramos neste lugar sagrado, estão os dons do silêncio e da escuta. Afastando-nos das diversas vozes que nos desorientam e confundem, o deserto torna os nossos ouvidos mais sensíveis à única voz capaz de gerar a vida em nós: Deus. Contudo, concorrendo com esta voz salvadora, a tentação ao desânimo também começa a aperecer em nossa carne.

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A liturgia de hoje quer ser um antídoto para o desânimo e para a descrença. A fim de que não percamos a fé nesta caminhada, muitas vezes árida, em busca da santidade, Jesus Cristo se transfigura diante nós e nos permite contemplar a sua glória. Iluminados por essa visão incomparável, os nossos corações e mentes reencontram o sentido da jornada e são encorajados pelo Pai, que de uma nuvem luminosa aponta para o Messias e diz “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” (Mc 9, 7).

A disposição para seguir Jesus, escutando-o e praticando tudo o que Ele ensina, deve vir acompanhada por uma certeza perene de que, quem a Cristo tem, nada falta. Uma vez abandonados completamente nele, desaparecem de nós o medo, a ansiedade, a insegurança e todos os sentimentos pessimistas decorrentes da nossa fragilidade humana. Afinal, não depositamos nossas vidas nas mãos de homens, mas nas mãos de Deus. Assim, amparados por Deus, “quem será contra nós?” (Rm 8, 31).

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Também na liturgia deste domingo, somos introduzidos no mistério do sacrifício de Cristo, tema que nos acompanhará por todos os domingos da quaresma até a Semana Santa. Diante da narrativa do sacrifício não consumado de Isaac (Gn 22), não há como não se impressionar com a generosidade de Deus. Ele, que poupou Abraão do sacrifício do filho amado, não hesitou em entregar seu próprio filho em uma cruz para nos redimir.

Que nós possamos, neste tempo quaresmal, iluminados pela luz da transfiguração do Senhor, penetrar profundamente neste amor sem medidas, que nada poupou em seu plano redentor. Amor que se esvaziou completamente, se entregou, se fez homem e escolheu ser oferta viva na cruz.

Virgem Santíssima, Mãe do Perpétuo Socorro, rogai por nós!