3º Domingo da Páscoa – Páscoa também é tempo de conversão!

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Revelando-nos a presença do ressuscitado entre os apóstolos, a liturgia deste domingo nos relembra que a Páscoa é também tempo de conversão. De fato, ao nos entregar o dom da paz, Cristo vencedor da morte deseja que cada homem receba esta paz no mais íntimo de seu ser, uma experiência capaz de mudar completamente os rumos de nossa história.

Após anunciar os mistérios da morte e ressurreição de Cristo, impulsionado pelo Espírito Santo, Pedro convoca todos os seus ouvintes (ou seja, toda a Igreja nascente), a uma profunda conversão de mentalidade e de vida. “Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que vossos pecados sejam perdoados” (At 3, 19), é o clamor do apóstolo. Neste novo chamado à conversão, diferentemente daqueles vários clamores do antigo testamento, está incluída a autoridade dos apóstolos para perdoar os pecados e reconciliar o pecador com Deus, uma tarefa que lhes foi atribuída pelo próprio Jesus glorioso.

É verdade que a natureza ferida do homem, inclinada ao pecado, encontra dificuldade e demora em acolher o tempo novo inaugurado com a notícia da ressurreição de Cristo. Porém, ciente de nossas debilidades, o apóstolo João nos encoraja: “Se alguém pecar, temos junto do Pai um Defensor: Jesus Cristo, o Justo” (IJo 2, 1). Constituído por Deus como juiz, Cristo se apresenta a nós como defensor. Para suprir a nossa fraqueza, Ele entregou todo o seu ser, em um sacrifício de puro amor, misericórdia e liberalidade.

Pagando com cada gota de seu preciosíssimo sangue o preço de nossa redenção, Jesus ressuscitado nos convoca a entrar em seu reino pelas portas escancaradas da conversão e do perdão. “No seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações” (Lc 24, 47). Não há ninguém que esteja excluído deste novo caminho. Não há pecado ou qualquer outra realidade humana que possa impedir a ação de Deus na vida daqueles que creem e esperam no Ressuscitado.

Que este Tempo Pascal renove em nós a disposição para trilhamos um caminho de conversão com o Cristo ressuscitado. Encorajados por termos tão sublime Defensor e confiantes na graça da reconciliação confiada à Igreja pelo próprio Cristo, não desanimemos diante de nossos pecados e imperfeições, mas prossigamos confiantemente rumo às alegrias eternas. Aliás, este é também um tempo propício para visitarmos o confessionário!

Virgem Maria, Rainha do Céu e Mãe do Ressuscitado, rogai por nós!